IMPACTOS DA RESISTENCIA DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS À METICILINA EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL
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Resumo
A resistência bacteriana representa um dos maiores desafios da saúde pública, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTINs). O Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) é um dos principais patógenos causadores de infecções nosocomiais neonatais, comprometendo significativamente o prognóstico dos pacientes vulneráveis. O presente estudo tem como objetivo analisar os impactos da resistência bacteriana de S. aureus à meticilina em UTINs, identificando fatores de risco, manifestações clínicas e estratégias de prevenção. Trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa realizada nas bases PubMed, BVS, LILACS, SciELO e Google Acadêmico, incluindo artigos publicados entre 2020-2025 em português, inglês e espanhol. A seleção seguiu critérios pré-estabelecidos e a análise foi conduzida através de síntese narrativa. Foram selecionados 21 estudos após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. A prevalência de MRSA em UTINs variou entre 2,1% e 37%, com média nacional de 15,3%. Os principais fatores de risco incluem uso prévio de antimicrobianos, dispositivos invasivos e prematuridade. A mortalidade atribuível foi de 18,7% e os custos adicionais variam entre R$ 15.000 e R$ 42.000 por episódio. Conclui-se que o MRSA representa um problema de saúde pública significativo em UTINs, exigindo implementação de medidas rigorosas e multimodais de controle e prevenção para reduzir seus impactos na saúde neonatal e nos custos hospitalares.
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