LAXANTES FITOTERÁPICOS: Segurança, eficácia e impactos do uso prolongado
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Resumo
O uso de laxantes fitoterápicos tem sido analisado como uma alternativa natural para o tratamento da constipação intestinal. No entanto, o consumo prolongado dessas substâncias pode gerar efeitos adversos, o que levanta preocupações quanto à sua segurança e eficácia a longo prazo. Este estudo teve como objetivo analisar a segurança, eficácia e os impactos do uso prolongado de laxantes fitoterápicos, considerando os efeitos no organismo e os riscos associados à sua utilização contínua. O presente estudo caracterizou-se como uma pesquisa de revisão bibliográfica integrativa com abordagem qualitativa, baseada na análise de artigos científicos, livros e publicações acadêmicas já publicadas e que abordaram a segurança, eficácia e os impactos do uso prolongado de laxantes fitoterápicos. A busca foi realizada considerando os anos de 2016 e 2025 nas bases Medline (PubMed), BVS e Scielo, com os descritores “Laxantes”, “Constipação Intestinal”, “Efeitos Adversos” e “Medicamento Fitoterápico”, em português e inglês. Foram incluídos artigos completos em português, espanhol ou inglês, com acesso gratuito e indexação nas bases, sendo excluídos materiais pagos, incompletos ou fora do período estabelecido. Os resultados mostraram que laxantes fitoterápicos demonstram eficácia no alívio da constipação intestinal, apresentando propriedades digestivas, anti-inflamatórias, antioxidantes e cicatrizantes, sendo valorizados por sua origem natural e fácil acesso, especialmente entre mulheres e idosos. No entanto, a segurança desses produtos depende de padronização, orientação profissional, dosagem adequada e monitoramento contínuo. A seleção resultou em 61 artigos, dos quais 10 atenderam integralmente aos critérios e compuseram a amostra final. O estudo, baseado em revisão integrativa, analisou a segurança e a eficácia do uso prolongado de laxantes fitoterápicos. Os artigos apontaram que esses produtos apresentam efeitos positivos no alívio da constipação, associados a propriedades digestivas, anti-inflamatórias e antioxidantes. Contudo, o uso contínuo pode gerar diarreia, cólicas, desequilíbrios hidroeletrolíticos, irritação da mucosa e risco de dependência intestinal. Os achados indicam que, embora eficazes, tais laxantes exigem orientação profissional, controle de dosagem e acompanhamento regular, reforçando a necessidade de uso racional para evitar complicações.
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