Mancha Negra Extrínseca: Prevalência, Etiologia e Abordagens Terpêuticas

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Lorena Tracy Barbosa Pelegrini
Wilana Moura
Jozellynne Rychelly de Lima Furtado
Lucas Fernandes Falcão
Thiago Lima Monte
Caroline Martins Gambardela-Tkacz

Resumo

Introdução: A mancha negra extrínseca (black stain) é uma pigmentação dentária caracterizada pela presença de depósitos escuros aderidos à superfície do esmalte, geralmente próximos à margem gengival. Apesar de não representar risco direto à saúde bucal, essa condição apresenta impacto estético relevante e elevada taxa de recorrência após remoção clínica. Objetivo: Analisar, por meio de uma revisão de literatura, os principais aspectos relacionados à prevalência, etiologia, microbiologia associada e abordagens terapêuticas da mancha negra extrínseca. Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa de literatura por meio de busca nas bases de dados EMBASE, Web of Science, Scopus, BVS e PubMed. Foram utilizados termos de busca relacionados à mancha negra e pigmentação dentária extrínseca em português, inglês e espanhol. Foram analisados artigos publicados a partir de 2000 que abordassem prevalência, fatores etiológicos, microbiologia e tratamento da condição. Resultados: A prevalência da mancha negra extrínseca varia entre 2% e 20% na população, sendo mais frequentemente observada em crianças. A etiologia mais aceita envolve a reação entre sulfeto de hidrogênio produzido por bactérias cromogênicas e íons de ferro presentes na saliva, resultando na formação de sulfeto férrico responsável pela pigmentação escura. Estudos microbiológicos indicam que o biofilme associado à condição apresenta composição bacteriana diversificada. A profilaxia profissional permanece como a principal abordagem terapêutica, embora novas estratégias, como o uso de probióticos, terapia fotodinâmica antimicrobiana e substâncias antimicrobianas tenham sido investigadas e utilizadas. Conclusão: A mancha negra extrínseca apresenta etiologia multifatorial envolvendo interações entre microbiota oral, fatores químicos e ambientais. Apesar dos avanços na compreensão microbiológica da condição, novas pesquisas são necessárias para esclarecer os mecanismos microbiológicos envolvidos na formação da mancha negra e desenvolver métodos mais eficazes de prevenção e tratamento.

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Artigos