EVIDÊNCIAS FARMACOLÓGICAS SOBRE O USO DO CANABIDIOL NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
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Resumo
sobre as evidências farmacológicas do uso do canabidiol (CBD) no tratamento da Doença de Parkinson (DP). Foram pesquisadas as bases PubMed, SciELO, LILACS, BVSMS e Google Acadêmico, abrangendo o período de 2021 a 2025. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, seis estudos compuseram a amostra final, incluindo ensaios clínicos randomizados, relatos de caso e estudos observacionais. Os resultados demonstraram que o uso de CBD, isoladamente ou em associação ao tetrahidrocanabinol (THC), apresenta perfil de segurança aceitável, com eventos adversos leves como sonolência e tontura. Observou-se potencial terapêutico principalmente sobre sintomas não motores da DP, como distúrbios do sono, ansiedade e depressão, o que impacta positivamente a qualidade de vida. Contudo, os efeitos sobre sintomas motores foram discretos e inconsistentes, com alguns ensaios não mostrando diferença significativa em relação ao placebo. Um caso clínico relatou benefício expressivo com altas doses de THC, contrastando com os resultados modestos dos ensaios controlados. As principais limitações identificadas foram pequeno tamanho amostral, curta duração de acompanhamento, efeito placebo relevante, heterogeneidade entre os estágios da doença e variação nas doses empregadas. Assim, conclui-se que, embora promissores, os achados ainda não permitem recomendar o uso rotineiro de canabinoides na prática clínica para a DP. Futuras pesquisas devem priorizar ensaios de maior escala e duração, avaliação de doses ideais, análise de subgrupos e monitoramento de interações medicamentosas, a fim de consolidar a aplicabilidade clínica do CBD nesse contexto.
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